Quem tem MEI pode contratar plano de saúde empresarial, que costuma ser bem mais barato que o individual. Mas existem três regras que decidem se a proposta passa ou é recusada, e elas quase nunca estão escritas nas páginas de venda. Aqui estão, com a origem de cada uma.
Resposta rápida
Sim, o MEI contrata plano empresarial usando o próprio CNPJ. As três travas são: a maioria das operadoras exige 6 meses de CNPJ aberto, o contrato pede no mínimo 2 vidas (em algumas, 3), e o DAS precisa estar em dia.
A boa notícia: a segunda vida pode ser um dependente, como cônjuge ou filho. Não é preciso ter funcionário. E nenhuma operadora exige nota fiscal ou comprovação de faturamento para contratar.
| Faixa etária |
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|---|---|---|---|---|
| 0 a 18 anos |
R$ 159,77 menor Campo Grande |
R$ 161,85 São Paulo |
R$ 164,85 Belo Horizonte |
R$ 194,20 Belo Horizonte |
| 29 a 33 anos |
R$ 191,08 menor Campo Grande |
R$ 258,01 São Paulo |
R$ 283,63 Belo Horizonte |
R$ 332,75 Belo Horizonte |
| 44 a 48 anos |
R$ 393,06 menor Campo Grande |
R$ 397,99 São Paulo |
R$ 420,82 Belo Horizonte |
R$ 475,72 Belo Horizonte |
| 59 ou + anos |
R$ 957,73 menor Campo Grande |
R$ 968,98 São Paulo |
R$ 988,56 Belo Horizonte |
R$ 1.165,18 Belo Horizonte |
Menor mensalidade empresarial (CNPJ/MEI) de cada operadora entre as 31 cidades que acompanhamos, acomodação enfermaria, com obstetrícia, sem coparticipação e sem franquia, pelo preço comercial de referência da ANS. A cidade do menor preço aparece abaixo de cada valor. Atualizado em 15/09/2026. Na sua cidade o valor muda conforme a rede credenciada, a abrangência e o reembolso. Fonte: tabela de referência da ANS; pode haver diferença para a tabela comercial da operadora. receba a tabela do seu perfil no WhatsApp.
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Receber tabela grátisQuanto custa um plano de saúde para MEI
A tabela acima traz o menor valor empresarial de cada operadora entre as cidades que acompanhamos, com a praça correspondente embaixo de cada preço. É a mesma modalidade que o MEI contrata: empresarial por CNPJ, em enfermaria, sem coparticipação.
Dois avisos honestos sobre esse número, porque eles explicam a diferença que você pode ver na cotação.
Primeiro: a tabela mostra planos sem coparticipação. Na prática, boa parte do que se vende para MEI é com coparticipação, em que a mensalidade cai e você paga uma parte de cada consulta ou exame usado. O valor que o corretor apresentar pode vir abaixo do da tabela por esse motivo, e não por erro. Vale entender como funciona a coparticipação antes de comparar.
Segundo, e quase ninguém conta: duas das operadoras mais conhecidas não vendem plano de saúde, vendem seguro-saúde. A diferença aparece na fatura como IOF, em torno de 2,4% sobre a mensalidade. Bradesco Saúde e SulAmérica cobram; Amil, Hapvida e Alice não. Numa conta de mil reais por mês, são quase trezentos reais por ano que só aparecem depois de assinar.
MEI pode contratar plano de saúde empresarial?
Pode. O CNPJ do MEI serve para contratar plano coletivo empresarial, que é a modalidade com a maior oferta de operadoras e os menores preços do mercado. Na praça mediana que acompanhamos, o empresarial tem cerca de quatro vezes mais operadoras vendendo do que o individual, e sai consideravelmente mais barato para o mesmo perfil.
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Comparar preços agoraO que o MEI normalmente não pode é contratar sozinho, sem mais ninguém. É o ponto da próxima seção, e é o que mais derruba a expectativa de quem chega achando que basta ter o CNPJ.
Dá para contratar com uma vida só?
Na maior parte do mercado, não. Conferimos os manuais de corretor das operadoras e o mínimo é este:
- Amil: mínimo de 2 vidas. O manual é explícito ao dizer que, num contrato onde é imperativo ter duas vidas, uma delas será o próprio titular do MEI.
- Bradesco Saúde: mínimo de 3 pessoas.
- SulAmérica: mínimo de 3 vidas.
- Hapvida NotreDame: a partir de 2 vidas.
A parte que resolve o problema: a vida extra não precisa ser funcionário. Pode ser dependente, e a regra de dependente é ampla: cônjuge, companheiro, filho, enteado. Em várias operadoras entram também pais, irmãos e até netos, na condição de agregados. Ou seja, MEI casado ou com filho já fecha o mínimo sem contratar ninguém.
Há um caminho relatado para uma vida só dentro do grupo Hapvida, na marca NotreDame Intermédica, variando conforme a praça. Não conseguimos confirmar isso em manual da operadora, então trate como possibilidade a checar, e não como regra. Se você não tem ninguém para incluir, é exatamente esse cenário que vale perguntar na cotação antes de qualquer outra coisa.
Quais operadoras aceitam MEI
Aceitam MEI, cada uma com a sua regra: Amil, Bradesco Saúde, SulAmérica, Hapvida NotreDame, Porto Saúde, Alice e as cooperativas Unimed. A disponibilidade muda por cidade, então nem todas aparecem na sua praça.
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Falar com especialistaAmil aceita MEI
Sim, e é a única das que conferimos que mantém uma tabela de preços exclusiva para MEI, separada da tabela das demais empresas. O manual exige que o titular do MEI adira ao plano obrigatoriamente e trabalha com 2 a 29 vidas, sem limite de dependentes.
Bradesco Saúde aceita MEI
Sim. Exige empresa ativa há no mínimo 6 meses e 3 pessoas no contrato. Um facilitador: no lugar do registro na Junta Comercial, o Bradesco aceita o CCMEI, o certificado que você emite de graça no Portal do Empreendedor. Lembrando que aqui existe IOF, por ser seguro-saúde.
SulAmérica aceita MEI
Sim, com 6 meses de constituição e mínimo de 3 vidas. Pede documentos que as outras não pedem: cadastro de matrícula do MEI, comprovante de residência do titular e comprovante de endereço em nome da empresa. E tem uma restrição relevante: no MEI, a SulAmérica não aceita agregados, ou seja, pai, mãe, irmão, genro e nora ficam de fora. Também tem IOF.
Hapvida NotreDame aceita MEI
Sim, a partir de 2 vidas. É a operadora com a menor mensalidade de entrada na maioria das praças, sustentada por rede hospitalar própria. É também onde existe o caminho relatado de 1 vida na marca NotreDame Intermédica, e a rota do CAEPF para quem ainda não tem os 6 meses de CNPJ.
Seguros Unimed não aceita MEI
Aqui cabe uma distinção que confunde muita gente. A Seguros Unimed, que é a seguradora do sistema, diz no manual que não aceita MEI nem CAEPF, salvo numa situação específica de prestador de serviços. Já as cooperativas Unimed locais são operadoras distintas, com regras próprias, e várias aceitam MEI. Se alguém disser apenas “Unimed”, pergunte qual.
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Ver preços na minha cidadeQuanto tempo de CNPJ aberto a operadora exige
Essa é a trava número um, e o prazo mais comum é de 6 meses contados da inscrição do CNPJ. Confirmamos essa exigência nos manuais do Bradesco Saúde e da SulAmérica. Quem abriu o MEI em janeiro só contrata a partir de julho nessas duas.
O manual da Amil que analisamos não estabelece prazo mínimo de abertura. Ausência de regra escrita não é o mesmo que aceitação garantida, então é ponto para confirmar na cotação, não para contar como certo.
Se o seu MEI é mais novo que isso, existe a alternativa do CAEPF, o Cadastro de Atividade Econômica da Pessoa Física, aceito por parte do mercado para quem fatura como pessoa física. É pouco divulgado e resolve o caso de quem não quer esperar meio ano.
Uma coisa que não funciona: abrir um MEI hoje para contratar plano amanhã. Pela regra dos 6 meses, o CNPJ recém-aberto não resolve o problema de quem precisa do plano agora.
Precisa emitir nota fiscal ou comprovar faturamento?
Essa dúvida trava muita contratação, e a resposta é mais simples do que parece. Nenhum dos manuais de operadora que analisamos exige nota fiscal, comprovação de faturamento ou movimentação financeira para contratar. MEI que ainda não faturou pode contratar normalmente, desde que cumpra o prazo de CNPJ e o mínimo de vidas.
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Receber tabela grátisO que as operadoras pedem é documento, não receita: certificado de MEI ou CCMEI, cartão CNPJ e identificação do titular. A lista completa está mais abaixo.
O que mais derruba uma proposta de MEI
Três coisas, em ordem de frequência:
- O prazo de 6 meses. É a recusa mais comum e a mais fácil de evitar: basta conferir a data de inscrição no cartão CNPJ antes de pedir a cotação.
- O CNAE. Atividades classificadas como de risco mais alto podem ser recusadas ou receber condição diferente na análise. Como o MEI admite atividade secundária, vale revisar o cadastro antes.
- O DAS em atraso. A regularidade na Receita é exigida não só para contratar, mas para manter o contrato. Guia atrasada hoje é proposta recusada agora, e pode virar problema na renovação depois.
As três são verificáveis em minutos antes de enviar a proposta, e é isso que separa uma contratação que anda de uma que volta com pendência semanas depois.
Carência: o que dá para aproveitar do plano anterior
Se você já tem plano, dá para reduzir ou zerar carências ao migrar, mas cada operadora tem a sua régua. No Bradesco Saúde, o aproveitamento exige no mínimo 3 beneficiários vindos de plano anterior compatível, e o beneficiário precisa estar ativo ou ter sido cancelado há no máximo 30 dias.
E há situações em que o aproveitamento simplesmente não acontece: quando você migra de enfermaria para apartamento, quando ficou menos de 6 meses no plano anterior, quando o plano de origem era hospitalar, ou quando tenta juntar dois planos anteriores num só.
Na Amil, a redução de carência vale exatamente na faixa do MEI, de 2 a 29 vidas. Na SulAmérica, a redução começa a partir de 3 ou 5 vidas conforme o plano de origem, e a isenção só acontece acima de 10 vidas.
O ponto prático: confirme o aproveitamento antes de cancelar o plano que você tem. Quem cancela primeiro e procura depois costuma perder o direito e recomeçar as carências do zero.
Documentos que o MEI apresenta
A base é a mesma em todas: certificado de MEI ou CCMEI, cartão CNPJ e RG, CPF ou CNH do titular. A partir daí, cada uma acrescenta:
- Amil: documento com foto e assinatura do responsável.
- Bradesco Saúde: declaração de autenticidade com firma reconhecida em cartório. O CCMEI substitui o registro na Junta Comercial.
- SulAmérica: cadastro de matrícula do MEI, declaração de autenticidade, comprovante de residência do titular e conta de consumo em nome da empresa, ambos emitidos nos últimos 90 dias.
- Hapvida NotreDame: declaração de autenticidade, guia quitada e e-Social.
Para incluir dependente, some o documento que comprova o vínculo: certidão de casamento ou união estável para cônjuge, certidão de nascimento para filho.
Veja também
- Planos de saúde empresariais: como funciona a modalidade por CNPJ
- Tabela de preços de planos de saúde por faixa etária
- Coparticipação: quando compensa e quando sai caro
- Plano individual: quando ainda faz sentido
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