Se você procura convênio médico, está procurando plano de saúde. São a mesma coisa, e essa confusão de nome custa dinheiro a muita gente: dá para passar semanas pesquisando o termo errado achando que existe um produto diferente e mais barato do outro lado. Não existe. Veja o que muda de verdade no preço e como escolher.
Resposta rápida
Convênio médico e plano de saúde são a mesma coisa. “Convênio” é o nome mais antigo, que pegou na época em que o benefício vinha pela empresa. O nome técnico usado pela ANS é plano privado de assistência à saúde, e é ele que aparece no contrato.
O que realmente muda o preço são quatro coisas: a faixa etária, a cidade, a modalidade (individual, empresarial ou adesão) e a acomodação. Pesquisar por “convênio” em vez de “plano” não encontra produto mais barato, porque o produto é o mesmo.
| Faixa etária |
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|---|---|---|---|---|
| 0 a 18 anos |
R$ 159,77 menor Campo Grande |
R$ 161,85 São Paulo |
R$ 164,85 Belo Horizonte |
R$ 194,20 Belo Horizonte |
| 29 a 33 anos |
R$ 191,08 menor Campo Grande |
R$ 258,01 São Paulo |
R$ 283,63 Belo Horizonte |
R$ 332,75 Belo Horizonte |
| 44 a 48 anos |
R$ 393,06 menor Campo Grande |
R$ 397,99 São Paulo |
R$ 420,82 Belo Horizonte |
R$ 475,72 Belo Horizonte |
| 59 ou + anos |
R$ 957,73 menor Campo Grande |
R$ 968,98 São Paulo |
R$ 988,56 Belo Horizonte |
R$ 1.165,18 Belo Horizonte |
Menor mensalidade empresarial (CNPJ/MEI) de cada operadora entre as 31 cidades que acompanhamos, acomodação enfermaria, com obstetrícia, sem coparticipação e sem franquia, pelo preço comercial de referência da ANS. A cidade do menor preço aparece abaixo de cada valor. Atualizado em 15/09/2026. Na sua cidade o valor muda conforme a rede credenciada, a abrangência e o reembolso. Fonte: tabela de referência da ANS; pode haver diferença para a tabela comercial da operadora. receba a tabela do seu perfil no WhatsApp.
Convênio médico e plano de saúde são a mesma coisa?
São. No dia a dia as duas palavras significam a mesma coisa, e as operadoras vendem exatamente o mesmo produto sob os dois nomes. A diferença é só de vocabulário.
Pensando em contratar um plano de saúde? Receba a tabela de preços das operadoras da sua cidade no WhatsApp.
Receber tabela grátis“Convênio” é o termo mais antigo e ficou popular quando o acesso à saúde privada chegava quase sempre pela empresa, como um benefício. Muita gente que teve plano pelo trabalho continua chamando assim, e é por isso que a palavra ainda aparece tanto nas buscas.
“Plano de saúde” é o termo que o mercado adotou, e o nome técnico que aparece na regulação e no seu contrato é plano privado de assistência à saúde. Se você ler o contrato de qualquer operadora, é assim que o produto está escrito.
A consequência prática é a que importa: não adianta procurar “convênio médico” esperando encontrar algo mais barato do que aparece em “plano de saúde”. É a mesma tabela, das mesmas operadoras. O que muda o valor está nas seções abaixo.
Um detalhe que gera dúvida: quando alguém diz “tenho convênio pela empresa”, está falando de um plano coletivo empresarial, contratado pelo empregador. É uma modalidade, não um produto diferente.
Quanto custa um convênio médico
A tabela acima mostra o menor valor de cada operadora entre as cidades que acompanhamos, por faixa etária, com a praça correspondente embaixo do preço. Quatro fatores explicam por que o mesmo produto custa valores tão diferentes:
- Faixa etária. É o que mais pesa. A regulação permite que o valor suba conforme a idade, e o salto entre as últimas faixas costuma ser grande. Do primeiro para o último degrau, o preço facilmente triplica.
- A cidade. O mesmo plano da mesma operadora custa diferente de praça para praça, porque a rede e o custo assistencial mudam. Essa é a diferença que quase ninguém mostra.
- A modalidade. Individual, empresarial ou por adesão têm preços e regras distintos para a mesma cobertura.
- Acomodação e coparticipação. Enfermaria custa menos que apartamento. E há planos com coparticipação, em que a mensalidade cai e você paga uma parte de cada consulta ou exame usado.
Se quiser ver a comparação completa por faixa etária e operadora, ela está na tabela de preços de planos de saúde.
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Comparar preços agoraQual é o convênio médico mais barato
Depende da sua cidade, e a resposta honesta tem uma ressalva que o anúncio nunca traz: o mais barato da tabela costuma ser uma operadora regional, com rede menor e concentrada. Isso não é defeito, é o modelo dela. Mas muda o que você recebe.
Antes de fechar pelo menor preço, vale checar três coisas:
- Quais hospitais estão na rede, e se algum deles é o seu de referência.
- Se a abrangência é municipal, estadual ou nacional. Plano barato costuma ser regional, o que é indiferente para quem não viaja e é um problema para quem viaja.
- Se tem coparticipação. A mensalidade menor pode virar conta maior para quem usa bastante.
Como o preço muda por praça, a comparação que vale é a da sua cidade. Veja, por exemplo, os valores em São Paulo, e no rodapé desta página estão as demais praças.
Qual é o melhor convênio médico
Não existe um melhor convênio médico. Existe o melhor para o seu caso, e três variáveis decidem isso:
- A sua praça. Uma operadora excelente em uma capital pode não ter rede na cidade ao lado. O ranking muda de lugar para lugar.
- A sua idade. Uma operadora pode ser a mais barata na faixa dos 30 e ficar cara depois dos 59. Comparar só pela primeira faixa engana.
- O seu hospital. Se existe um hospital que você não abre mão, ele elimina metade das opções antes de qualquer conversa sobre preço. É o filtro mais rápido e o mais esquecido.
Desconfie de lista de “melhores” que não pergunta a sua cidade. Sem isso, é chute.
Individual, empresarial ou por adesão
A mesma cobertura muda de preço e de regra conforme a modalidade. São três:
Ficou com dúvida? Fale com um especialista e receba a recomendação ideal pro seu caso, sem compromisso.
Falar com especialistaIndividual ou familiar. Você contrata direto, sem precisar de vínculo nenhum. É a modalidade com reajuste anual limitado pela ANS, e por isso mesmo a de menor oferta: em várias cidades pouquíssimas operadoras ainda vendem. Veja como funciona o plano individual.
Empresarial, por CNPJ. É a modalidade com mais operadoras disponíveis e os menores preços. Vale inclusive para quem tem MEI: o CNPJ do microempreendedor serve para contratar, e na praça mediana há cerca de quatro vezes mais operadoras vendendo aqui do que no individual. Veja as regras no guia do convênio médico para MEI e a visão geral dos planos empresariais.
Por adesão. Para quem tem vínculo com conselho de classe, sindicato ou associação profissional. A contratação passa por uma administradora de benefícios, que entra como intermediária entre você e a operadora.
Convênio médico por perfil
Quem vai usar muda bastante o que vale a pena olhar. Os casos mais procurados têm guia próprio:
- Criança e bebê: rede de pediatria e pronto-socorro infantil pesam mais que o preço. Veja o convênio médico para criança.
- 59 anos ou mais: a partir dessa idade não há mais reajuste por faixa etária, e existem operadoras especializadas nesse público. Veja o plano para idosos.
- Gestante: o ponto crítico é a carência de parto, que costuma ser a mais longa do contrato. Veja o guia para gestantes.
As operadoras mais procuradas
A oferta muda por cidade, mas algumas marcas aparecem na maior parte das praças. Cada uma tem a sua tabela e a sua rede:
- Hapvida, que trabalha com rede própria e costuma ter a menor mensalidade de entrada.
- Bradesco Saúde e SulAmérica, que são seguro-saúde e têm forte presença em reembolso.
- Amil, com linhas que vão do regional ao nacional.
Vale uma observação prática: Bradesco Saúde e SulAmérica são seguradoras, e por isso a fatura delas inclui IOF, em torno de 2,4% sobre a mensalidade. As operadoras de plano não têm essa cobrança. É uma diferença que só aparece depois de assinar.
Quer saber quanto custa na sua cidade? Receba a tabela atualizada direto no seu WhatsApp.
Ver preços na minha cidadeO que o convênio médico cobre
A cobertura mínima é definida pela ANS e vale para todas as operadoras: é o rol de procedimentos, uma lista de consultas, exames, terapias e cirurgias que todo plano regulamentado precisa cobrir. Nenhuma operadora pode oferecer menos que isso.
O que muda entre um contrato e outro é a segmentação:
- Ambulatorial: consultas, exames e terapias, sem internação.
- Hospitalar: internação e cirurgia, com ou sem obstetrícia.
- Referência: o mais completo, reunindo ambulatorial e hospitalar com obstetrícia.
A maior parte do que se vende hoje é hospitalar com obstetrícia, e é essa a configuração usada na tabela desta página, para que a comparação entre operadoras seja justa.
Carência e a troca de convênio
Carência é o tempo entre assinar o contrato e poder usar cada tipo de atendimento. Os prazos máximos são regulados, e na prática costumam ser: 24 horas para urgência e emergência, 180 dias para a maioria dos procedimentos e 300 dias para parto.
Se você já tem um convênio e quer trocar, existem dois caminhos para não recomeçar do zero:
- Portabilidade de carências, prevista na regulação, para quem cumpre o tempo mínimo de permanência e está em dia com o pagamento.
- Redução de carência por congênere, que é uma condição comercial que algumas operadoras oferecem a quem vem de outro plano compatível.
Em qualquer um dos dois, vale o mesmo alerta: confirme a aceitação antes de cancelar o plano que você tem hoje. Quem cancela primeiro e procura depois costuma perder o direito e cumprir todas as carências outra vez. É o erro mais caro dessa troca, e o mais comum.
Veja também
- Tabela de preços por faixa etária e operadora
- Convênio médico para MEI: regras e quem aceita
- Coparticipação: quando compensa e quando sai caro
- Comparativo das principais operadoras
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